IX CAMPANHA NACIONAL DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS EM INDAIATUBA


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GABRIEL em conjunto com a Prefeitura Municipal de Indaiatuba, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo, Câmara Municipal de Indaiatuba, e do fraterno apoio da ABTO, realizaram pela segunda vez em Indaiatuba a IX Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos entre os dias 27 e 29 de setembro de 2007 .

Segundo dados fornecidos pela ABTO – Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos o país atingiu a marca de 70.000 pacientes aguardando na fila de espera por um transplante frente aos 17.000 transplantes realizados no ano de 2006.

Isso representa um número muito abaixo do necessário visto que a oferta de doações é de apenas, 5,4 doadores por milhão de população (pmp), só no primeiro semestre deste ano. O número representa menos de 25% da lista de espera.

A queda no número de doadores vem aumentando gradativamente nos últimos 3 anos , fazendo com que cada vez menos pacientes consigam realizar o transplante que poderá garantir uma chance de vida para eles.

De acordo com dados da ABTO, esta é a primeira vez, desde 1980, quando tiveram início os programas de transplantes hepáticos, em que foi registrada uma queda de 14% nos transplantes de fígado, passando de 5,5 pmp para 4,8 pmp. O transplante de córnea registrou uma queda de 6% depois de vários anos de crescimento. Já os transplantes renais permaneceram estáveis (98%), enquanto os transplantes de coração (86%) e de pâncrea-rins (95%) continuam caindo.

Esses dados refletem a falta de investimento no incentivo ao desenvolvimento de campanhas maciças que levem esclarecimento a população aliado a falta de comprometimento de grande parte dos Hospitais a se adequarem a nova legislação divulgada pelo Ministério da Saúde que prevê a obrigatoriedade da formação e manutenção das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos.

Essas comissões, em muitos casos, foram formadas apenas no papel, sendo que não existem de fato e que portanto não desenvolvem o trabalho efetivo a que se propuseram. É importante que os profissionais de saúde se conscientizem de que eles são fundamentais para que os transplantes efetivamente aconteçam. 

Em Indaiatuba a realidade não é diferente e portanto é hora de arregaçarmos as mangas e trabalharmos para ajudar a modificar esses números, afinal muitos desses pacientes encontram-se em nosso município e região.